22/11/2017 às 14h48min - Atualizada em 22/11/2017 às 14h48min

Parabéns, Niterói!

Cidade comemora 444 anos com a força indígena e uma história de conquistas.

Hayle Gadelha - Hayle Gadelha

Cidade comemora 444 anos com a força indígena e uma história de conquistas.

 

Será que os portugueses imaginavam que aquele pedaço de terra que doaram ao cacique Araribóia, da tribo Temiminó, pelo apoio dado na expulsão dos franceses da Baía de Guanabara, no século XVI, se transfomaria num dos mais importantes municípios brasileiros?

 

Niterói, a única cidade do Brasil fundada por um indígena, lutou e trabalhou muito para conseguir grandes conquistas ao longo dos seus 444 anos de história. Na língua tupi, Niterói quer dizer “água escondida”, uma referência à reentrância da baía protegida por colinas. 

 

O dia 22 de novembro de 1573 é a data oficial que Araribóia recebeu a posse da Sesmaria de Niterói.  

São Lourenço dos Índios foi o primeiro nome das terras do povo Temiminó, com uma vista panorâmica para a entrada da Baía de Guanabara. Em 1819, passou a ser Vila Real da Praia Grande e, finalmente, em 1835, se tornou uma cidade.

 

Viveu momentos difíceis nas duas vezes que deixou de ser a capital do Rio de Janeiro, a última em 1975, com o decreto da fusão com o estado da Guanabara.

 

Niterói hoje tem 500 mil habitantes e enfrenta os mesmos problemas das grandes cidades - falta de segurança, infraestrutura precária, desemprego e déficit de moradias. A busca de alternativas para garantir o desenvolvimento tem sido o grande desafio.



 

As raízes indígenas de resistência têm mostrado a sua força para manter o mais elevado índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do estado, o sétimo do Brasil. Ao longo dos 444 anos conseguiu grandes aliados. A criação da UFF em 18 de dezembro de 1960, no governo de Juscelino Kubitschek e João Goulart foi um marco no crescimento na área educacional e cultural. A mobilização de moradores, estudantes e políticos foi fundamental na conquista da universidade que hoje é uma das maiores do país.

 

Nos últimos anos, a UFF tem atraído milhares de jovens para Niterói e vem sendo reconhecida no mundo através de pesquisas desenvolvidas por seus alunos e professores.

 

A universidade também tem contribuído para o desenvolvimento das áreas em torno dos seus campi. Segundo pesquisa do Sindicato de Habitação RJ, a valorização dos imóveis do Gragoatá é a maior em 2017, graças à UFF e ao Polo Gastronômico da Cantareira, ponto de encontro dos universitários.

 

O arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu em 2012, também foi um dos grandes responsáveis por Niterói ser conhecida mundialmente. Depois de Brasília, é a cidade que tem o maior acervo das obras do nosso arquiteto maior. Ao projetar o Museu de Arte Contemporânea - o MAC, inaugurado em 1996, Niemeyer explicou assim a obra que se tornou o cartão postal da cidade: “Eu não queria um museu de vidro, mas uma grande sala de exposições rodeada por paredes retas e por uma galeria que protege e permite que os visitantes façam uma pausa, de vez em quando, para apreciar a bela vista.”



 

Parabéns, Niterói pelos seus 444 anos.

 

Que a terra de Araribóia siga sempre em frente.


 


 


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