08/06/2019 às 08h24min - Atualizada em 08/06/2019 às 08h24min

MINISTRO É DESTRUIDOR DA EDUCAÇÃO


O ministro que se chama “Uva Passa” não passa de um destruidor da Educação. Certamente quer apenas cortar verbas para as universidades e usou como justificativa a suposta “bagunça”. Ele é graduado em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo (USP) desde 1994, tem MBA Executivo Internacional e Mestrado em Administração (área de finanças) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e também é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pergunta-se: seus diplomas são produtos da bagunça? Ele é, portanto, um bagunceiro? Deve ser isso: talvez ele queira apenas bagunçar as universidades públicas – pelo simples fato de não serem privadas...

Felizmente a juíza Renata Almeida, da 7ª Vara Federal, na Bahia, que não se formou na bagunça do ministro “Uva Passa”, pôs ordem na casa e mandou o Ministério da Educação suspender os cortes em universidades federais. A pasta tem 24 horas para cumprir a ordem judicial, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A juíza acolheu pedido do deputado Jorge Solla, do PT da Bahia, e da Aliança pela Liberdade, chapa que comanda o Diretório Central dos Estudantes da UnB. E a juíza ainda cita "diversas ações populares e ações civis públicas" com a mesma solicitação.

"Não se está aqui a defender a irresponsabilidade da gestão orçamentária, uma vez que é dever do administrador público dar cumprimento às metas fiscais estabelecidas em lei, mas apenas assegurando que os limites de empenho, especialmente em áreas sensíveis e fundamentais segundo a própria Constituição Federal, tenham por base critérios amparados em estudos que garantam a efetividade das normas constitucionais", esclareceu a juíza. Que também criticou os ataques do ministro Uva Passa às universidades federais, acusando-as de balbúrdia.

"Não há necessidade de maiores digressões para concluir que as justificativas apresentadas não se afiguram legítimas para fins de bloqueio das verbas originariamente destinadas à UNB, UFF e UFBA, três das maiores e melhores Universidades do país, notoriamente bem conceituadas, não apenas no ensino de graduação, mas também na extensão e na produção de pesquisas científicas. As instituições de ensino em questão sempre foram reconhecidas pelo trabalho de excelência acadêmico e científico ali produzido, jamais pela promoção de “bagunça” em suas dependências", disse a juíza.
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