17/02/2020 às 15h38min - Atualizada em 17/02/2020 às 15h38min

​APOIO AOS PETROLEIROS CRESCE EM TODO O PAÍS

GREVISTAS CHAMAM PARA ATO NESSA TERÇA-FEIRA.


O petroleiros que trabalham na Província Petrolífera de Urucu, no Amazonas, no maior campo de produção terrestre da Petrobras, tiveram, nesse domingo, um desembarque muito diferente da rotina das trocas das escalas de trabalho. Os funcionários foram recebidos pelos grevistas para comemorar a adesão deles ao movimento que completa 17 dias, nessa segunda-feira.
Os petroleiros saíram do terminal aquaviário de Coari avisando: “Não estamos à venda”.
Os trabalhadores da Usina Termelétrica de São Paulo também ajudaram a ampliar as adesões. Agora, são 21 mil petroleiros parados em 121 unidades. No Porto de Santos, os caminhoneiros autônomos passaram a apoiar a luta dos petroleiros e, desde o primeiro minuto dessa segunda-feira, paralisaram o acesso ao principal porto do país, apesar de liminar na Justiça que impôs multa diária de R$ 200 mil para evitar o bloqueio.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí (Sindtac-Ijuí), Carlos Alberto Dahmer, criticou a política da Petrobras de atrelamento dos preços dos combustíveis às flutuações do mercado e o desmonte da estatal, com demissões em massa e venda de ativos. 
“Em diversos lugares do mundo se guerreia pelo petróleo. Aqui se dá de graça, para que os grandes oligopólios se beneficiem. Tiram das nossas refinarias a sua capacidade, deixam a companhia ociosa para garantir o lucro das empresas estrangeiras. Essa luta não é só dos caminhoneiros, não é só dos petroleiros. É de toda a sociedade”, afirmou aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, para o Jornal do Brasil Atual. Além do protesto contra os preços dos produtos e o desmonte da empresa, os petroleiros também lutam pelo emprego e pela soberania nacional. Para reafirmar para a importância do movimento, o maior desde 1995, os petroleiros estão convocando um grande ato para essa terça, dia18, a partir das 16 horas, em frente à sede da Petrobras, no centro do Rio. Caravanas já partiram de vários pontos do Brasil. 
Para dispersar um bloqueio dos caminhoneiros ao Porto de Santos, a Polícia Militar de São Paulo jogou bombas de gás de efeito moral e deteve o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens, (Sindicam, Alexsandro Viviani.
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