09/08/2019 às 17h34min - Atualizada em 09/08/2019 às 17h34min

GOLPEANDO O PAÍS

USANDO A JUSTIÇA PARA DAR UM GOLPE DENTRO DO GOLPE DENTRO DO GOLPE

 

Esses homens da “justiça” conseguem se superar em escândalos “em nome da Justiça”. De um lado temos o procurador Dallagnol bancando o santo do pau oco, reconhecendo que os diálogos da vaza jato são reais, por exemplo, no chat grupo Filhos do Januário 4 que reúne procuradores da força-tarefa: "Gente essa história do Gilmar hoje!! (...) "Justo hoje!!! (...) "Que Paulo Preto foi preso". Os procuradores usaram o caso de Paulo Preto (Paulo Vieira de Sousa), operador do PSDB, para tentar investigar o ministro do STF! Segundo reportagem do Intercept em parceria com El País, apostavam que Gilmar (que já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto) apareceria como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça. Dallagnol se considerava estar seguindo a lei...
 
De outro lado, temos o presidente do Supremo, Dias Toffoli, declarando que “fez acordo para manter Lula preso e impedir queda de Bolsonaro”. Disse que o Brasil esteve à beira de uma crise institucional entre abril e maio. E por quê? Porque, segundo ele, alguns parlamentares, insatisfeitos com Jair Bolsonaro, tiraram da gaveta um projeto para implantar o parlamentarismo. Alguns empresários teriam discutido a possibilidade de um impeachment. Aí, SuperToffoli debateu com Rodrigo Maia (DEM-RJ) e com Davi Alcolumbre (DEM-AP) a sessão da Corte que poderia libertar Lula. Então, um dos generais próximos a Bolsonaro teria consultado um ministro do Supremo para saber se estaria correta a sua interpretação da Constituição segundo a qual o Exército, em caso de necessidade, poderia usar tropas para garantir “a lei e a ordem”. O clima esquentou. Bolsonaro, Toffoli, Rodrigo Maia e Alcolumbre, além de autoridades militares, se reuniram separadamente mais de três dezenas de vezes e fizeram o chamado Pacote dos Três Poderes. Entre os itens da pauta estava o adiamento da sessão em que a corte julgaria a legalidade das prisões em segunda instância, o que poderia resultar na libertação de Lula. 
Resultado dessa “grande jogada” de Toffoli, feita com apoio de Bolsonaro, de Rodrigo Maia e Alcolumbre: Bolsonaro continua esse “presidente” que é, o Congresso continua o Congresso que é, os militares continuam batendo continência a esmo como sempre, Lula continua preso e já está faltando nariz de palhaço em número suficiente para atender a população brasileira.
Para concluir o surrealismo à Curitiba, Bolsonaro, ao defender excessos de policiais ao assassinar criminosos, lembra que os "excessos" dos jornalistas não são punidos. "Se excessos jornalísticos desse cadeia, todos vocês estariam presos agora", disse Bolsonaro em vídeo.
 
Tudo é possível e escandaloso. Felizmente temos a declaração de Gleisi Hoffmann de que Lula poderá ser candidato a presidente em 2022. Nada poderia soar melhor do que isso!
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