14/01/2023 às 08h33min - Atualizada em 14/01/2023 às 08h33min

"SÓ HÁ PAZ CUMPRINDO A LEI".

DIZ O MINISTRO DA JUSTIÇA.



Flávio Dino, o ministro da Justiça e Segurança Pública, declarou, em entrevista à TV 247, que a única maneira de pacificar o Brasil é cumprindo estritamente a Constituição, punindo os responsáveis por atentar contra a democracia.
Dino é quem lidera os esforços do governo Lula nas investigações sobre os eventos do último domingo (8), quando bolsonaristas fizeram a ‘gracinha’ de invadir as sedes dos três poderes e depredar o patrimônio público.
 
O ministro disse claramente que os responsáveis pela tentativa fracassada de golpe de Estado serão punidos sem nenhuma acomodação. 
O ‘esquecimento’ do que foi feito seria um ‘erro histórico’, declarou à TV247.
 
“Só nos move uma coisa, o senso de responsabilidade com esse país e com a democracia brasileira. Nós não merecemos isso, o povo brasileiro simples e humilde não merece isso. Isso é uma traição, uma vergonha. Pessoas que estão vivendo bem, enganando o povo, iludindo e querendo dar golpe de estado numa altura dessas… Me perguntaram outro dia o que eu tinha sentido quando cheguei na janela do gabinete e olhei aquela cena. Primeiro eu me espantei, surpreso, é claro, porque é uma cena inesperada, mas senti sobretudo uma profunda indignação. Eu agi durante doze horas ininterruptas, de três da tarde a três da manhã sem parar, doze horas em pé, exatamente porque sabia que o que estava acontecendo na minha frente uma tentativa vil, mas que fracassou”.
 
Não é por vingança
“Tem coisas, aspectos, que não me cabem contar. Há muitas outras pessoas que atuaram no caso e há coisas que vão aparecer nas investigações que não me cabem antecipar. Mas o que eu posso afirmar, o que me cabe afirmar é que elas vão acontecer. Não por vingança, não por justiçamento, mas por senso de justiça e por uma dimensão preventiva. Eu sou da paz, mas só há paz duradoura cumprindo a lei. Não sou de ajeitamento, não sou de jeitinho, não me convidem para jeitinho, porque só haverá paz no país quando todo mundo se convencer de que a lei seja cumprida”, disse o ministro.
 
“Estou falando de mais ou menos todas essas pessoas, que não sei se estão em instituições ou fora de instituições, na sociedade civil, não importa. Só estou afirmando que, às vezes, há um discurso, fácil, da pacificação nacional. Eu sou a favor da pacificação nacional, e por isso eu defendo a lei. O Brasil não merece esse clima de conflagração em que jogaram o país. Tem uma entrevista que eu dei em 2016 no impeachment. Eu disse: ‘não tirem o demônio do fascismo da garrafa, porque ele não volta’. Anos e anos de ilegalidades e chegamos no 8 de janeiro. Só há um jeito de pacificar o país, cumprindo a lei, fortalecendo a democracia e fortalecendo a Constituição. Isso é paz. Agora, o resto é dizer: ‘não, vamos esquecer’. Não, não pode. Porque, se esquecer, acontece de novo, por isso que não se pode esquecer. Com serenidade, com tranquilidade, com respeito à lei, sem perder o foco do principal, que é governar o país, cuidar do povo. Mas não pode esquecer. Isso é um erro histórico grave que eu acho que a nossa geração não deve cometer”.
 
Estamos com Flávio Dino: não esqueceremos!
 
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