09/07/2019 às 17h05min - Atualizada em 09/07/2019 às 17h05min

INVESTIGAR PRA QUÊ? TEMOS CONVICÇÃO.


A lei manda investigar, apurar, colher provas, mas não vem ao caso. A Constituição, deixa pra lá. "Nós temos convicção". Um mês depois das  revelações do site The Intercept  sobre os diálogos entre o ex-juiz e os procuradores da Lava Jato que vêm deixando estarrecidos os meios jurídicos do Brasil e do  mundo, pelo jeito nada mudou na "República de Curitiba". O superintendente da Polícia Federal no Paraná, delegado Luciano Flores, que acompanha o inquérito sobre a "suposta" invasão dos telefones celulares da equipe da Lava Jato  por um "suposto" hacker, segue a linha tão criticada e discutida de ações da força tarefa. Em rápida entrevista ao UOL, Flores já adiantou que "não viu abusos ou  excessos nos diálogos divulgados até agora". Segundo ele, é comum no trabalho dos investigadores . "Quando tem um caso que demande uma determinada prioridade, até para respeitar o princípio da oportunidade da colheita de provas, eu acredito que é necessário", reafirmou.
Aí ficam as perguntas. Não seriam os telefones celulares do ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, dos procuradores e até dos agentes da PF provas importantes na investigação? Por que está descartada a perícia nos aparelhos?
Os deputados também têm muitas perguntas que, por enquanto, vão ficar sem respostas sobre as denúncias de envolvimento do ex-juiz com a acusação da maioria dos casos julgados. Apesar do convite da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, o coordenador da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol avisou que não vai comparecer, nessa terça-feira, dia 9 de julho, para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Quem também espera por resposta é o TCU -Tribunal de Contas da União - que  pediu explicações ao ministro da Economia e ao COAF  (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre as investigações nas contas bancárias do jornalista, fundador do The Intercpet Brasil, Glenn Greenwald, o que seria uma forma de intimidação.  O prazo termina na tarde dessa terça-feira.
Advogados. associações  nacionais e internacionais de jornalistas e partidos políticos, apoiam Greenwald e as equipes,  para garantir que a liberdade de imprensa seja respeitada no Brasil.
Pelo twitter, Glenn comemorou #VazaJato1Mês para todos e todas e desejou muitas felicidades para mais #VazaJato aniversários no futuro.
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