24/05/2022 às 08h18min - Atualizada em 24/05/2022 às 08h18min

MÍRIAM LEITÃO OFENDE HUGO CHÁVEZ:

COMPARA BOLSONARO COM ELE.

 
Míriam Leitão (com Alvaro Gribel) publicou no Globo de hoje que “Bolsonaro ataca e desmoraliza a Petrobras, como Chávez fez com a PDVSA”.
 
A partir da queda de José Mauro Coelho da presidência da Petrobras, ela diz que “espanta a forma e frequência com que o presidente Bolsonaro ataca e desmoraliza a governança da Petrobras”. E ela lembra que conta com a “ajuda de dois ministros, Paulo Guedes e Sachsida”. E continua:
Os dois ministros que deveriam tomar decisões técnicas são hoje parte da campanha de reeleição do presidente e por isso estão dispostos a tudo para chegar a esse resultado.
Bolsonaro sabe que a inflação é seu grande tirador de votos nesta eleição e por isso terá que controlar preços. Guedes e Sachsida terão que rasgar a última página do manual liberal que um dia exibiram. Caio Paes de Andrade, sem qualquer experiência no setor, vai para a empresa com um objetivo: controlar preços dos combustíveis e usar isso eleitoralmente.
No mercado financeiro, economistas e investidores receberam a notícia com incredulidade.
- Não se faz isso com uma empresa do porte da Petrobras. Vamos ver qual será a reação do conselho de administração da companhia. Ele precisa da aprovação do conselho, e pelos estatutos consta que precisar ser alguém do segmento. Caio Paes de Andrade tem a ver com tecnologia, não com petróleo – afirmou o economista Alvaro Bandeira.
No governo Temer foi feito um cuidadoso trabalho de construção de governança para blindar a empresa dessa interferência do chefe do Executivo. Isso está sob ataque desde a primeira demissão. Teoricamente o conselho de administração seria parte dessa blindagem e pode não aprovar o nome. Só que até agora aprovou as interferências.
O que acontece na Petrobras, com golpes sucessivos na governança, é a melhor representação do governo Bolsonaro. E é uma indicação do tipo de governo que ele fará se for reeleito, a demolição de qualquer institucionalidade, inclusive na área corporativa. Segue à risca o manual de Hugo Chávez para se perpetuar no poder. Também foi a PDVSA o alvo dos ataques de Chávez.
(Por Míriam Leitão e Alvaro Gribel)
 
 
Na Wikipédia, vemos:
Hugo Chávez foi o 56.º Presidente da Venezuela, de 1999 a 2013, quando morreu. Foi líder da Revolução Bolivariana e inspirou-se no gramscismo. Advogava a doutrina bolivarianista, promovendo o que denominava de socialismo do século XXI. De tendência social-democrata, ele seria o líder e iniciador da Onda Rosa, um fenômeno político latino-americano que se caracterizou pela chegada de lideranças de esquerda ao poder no início do século XXI. Foi também crítico do neoliberalismo e da política externa dos Estados Unidos. Oficial militar de carreira, Chávez fundou o Movimento Quinta República, da esquerda política, depois de capitanear um golpe de estado malsucedido contra o governo de Carlos Andrés Pérez, em 1992.
Chávez foi eleito presidente em 1998, encerrando os quarenta anos de vigência do Pacto de Punto Fijo (firmado em 31 de outubro de 1958, entre os três maiores partidos venezuelanos) com uma campanha centrada no combate à pobreza. Foi reeleito, vencendo em 2000 e 2006. Durante a era Chávez, a pobreza entre os venezuelanos caiu de 49,4%, em 1999, para 27,8%, em 2010. No plano político interno, Chávez fundiu os vários partidos de esquerda no PSUV. Fortaleceu os movimentos e as organizações populares, estabelecendo uma forte aliança com as classes mais pobres. Chávez foi vítima de uma tentativa golpe de Estado em 2002. A comunidade internacional – inclusive o Brasil, então governado por Fernando Henrique Cardoso – condenou o golpe. Chávez acabou voltando ao poder três dias depois. No final do mesmo ano, mediante um referendo revocatório, a população foi chamada a opinar sobre sua permanência na presidência. Chávez venceu o referendo sem dificuldade, ampliando assim a sua base política de apoio.
 
Isso já é o bastante para se ver que não dá para comparar alho com bugalho. Ou Miriam fez a comparação por ignorância ou por implicância. Ignorante não deve ser...
 
Leia também no Globo, no Brasil247 e na Wikipédia.
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