02/04/2022 às 07h00min - Atualizada em 02/04/2022 às 07h00min

​PRESIDENTE DA CAIXA DIZ QUE MUDA PARA A ÁFRICA, SE BOLSONARO PERDER.

JÁ COMPROU PASSAGEM?



Em um jantar com empresários nessa quarta-feira, 30, em São Paulo, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, fez um discurso alarmista sobre o futuro do banco, caso Bolsonaro não seja reeleito. No encontro realizado pelo grupo Esfera Brasil, ele afirmou que, se Bolsonaro for derrotado, vai se mudar para a África.
— Afirmo com toda a tranquilidade a vocês. Daqui a um ou cinco anos vou pra Uganda, Ruanda, Tanzânia… uma coisa que não tenho dúvida nenhuma: se não for o presidente Bolsonaro no comando, game over. Por quê? A Caixa, durante anos, era o paraíso do Carnaval em Salvador com patrocínio, montando aquela festa toda. Por isso, muitas coisas não andavam, isso eu vi — disse Guimarães a cerca de 30 empresários. A secretária especial do Ministério da Economia, Daniela Marques, também participou do jantar.
 
O executivo afirmou que é “ingenuidade” acreditar que a Caixa não voltaria a ser o que era “com qualquer presidente que não seja Bolsonaro” e citou três vezes o caso do ex-deputado Geddel Vieira Lima, que foi um dos vice-presidentes do banco, entre 2011 e 2013. Ele foi preso em 2017, depois que a PF encontrou R$ 51 milhões em seu apartamento. A acusação apontava que o recurso vinha de um esquema criminoso ligado a desvios da Caixa operado por Geddel.
—  O cara que menos mandava na Caixa era o presidente. Quem mandava? O cara que botou o cara lá, o vice-presidente que ‘achou’ 51 milhões de reais em notas na casa da mãe dele — relatou, em referência a Geddel, que foi preso em função do desvio.
 
Na reunião, Guimarães disse que mudou 11 dos 12 vice-presidentes da Caixa quando assumiu o banco. Também prometeu que, em poucos anos, a instituição vai superar o Banco do Brasil e que dominará a frente do agronegócio. Afirmou, porém, que o projeto estará em risco, se Bolsonaro for derrotado, e disse que os cargos voltarão a ser loteados entre partidos políticos.
 
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