17/10/2021 às 15h13min - Atualizada em 17/10/2021 às 15h13min

“GENTALHA! GENTALHA! GENTALHA!”

DEPUTADO BOLSONARISTA VIRA KIKO, DO CHAVES


O deputado estadual bolsonarista Frederico D’Avila (PSL-SP) perdeu a cabeça (tinha?) durante discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo na última quinta-feira, 14, e chamou o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Papa Francisco de vagabundos. Pausa para deixar passar o espanto.
 
“Seu safado da CNBB dando recadinho para o presidente Bolsonaro, para a população brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria amada é a pátria que não se submete a essa gentalha”, disse o parlamentar no vídeo. Parecia até que tinha baixado o santo do Kiko, da série do Chaves.
 
A ofensa de D’Avila ao arcebispo católico é uma resposta ao discurso de Dom Orlando, no último dia 12, na celebração da missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, onde fez críticas à política armamentista do governo Bolsonaro e às fakenews, além de defender a vacina e a ciência.
 
No discurso, sem citar Bolsonaro, Dom Orlando criticou a política de governo no combate à pandemia de Covid-19 e lamentou a morte de mais de 600 mil pessoas pela doença. O religioso enalteceu o poder da ciência e destacou a importância da vacina. Atenção: um religioso enalteceu o poder da ciência e destacou a importância da vacina. Mas o bolsonarista Frederico não quer saber nem de ciência nem de religião. Parece que tinha baixado um santo e só sabia xingar. Disse que Dom Orlando “usa a batina para fazer proselitismo político ao invés de cuidar da alma das pessoas”. O deputado, por seu lado, não parece cuidar da própria alma – se é que ele sabe o que é isso...
 
A CNBB cobrou, por meio de carta aberta, que a ALESP providencie a "imediata e exemplar correção" do deputado Frederico D’Avila que, durante discurso na semana passada xingou o Papa Francisco, bispos e a própria instituição. Segundo a CNBB, D’Avila “feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes” em função do “discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo bem da democracia brasileira”.
 
E, por falar nisso, ô, Frederico, quem é você exatamente?
 
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