15/10/2021 às 12h50min - Atualizada em 15/10/2021 às 12h50min

A CANDIDATURA DE LULA É DE ESQUERDA

AS ALIANÇAS SERÃO NO SEGUNDO TURNO.


As conversas do PT com aliados potenciais em um possível segundo turno na eleição presidencial avançam fortemente. Mas Lula está convencido de que os apoios só virão com diversos condicionantes.
Nas contas de Lula, seu arco de alianças será reduzido e à esquerda. Nele estarão o eterno escudeiro PCdoB e, a definir detalhes, o PSB e o PSOL.
 
No caso dos pessebistas, existem arestas regionais importantes, como o fato de que o partido estará com Geraldo Alckmin em São Paulo - se o hoje ex-governador tucano for candidato pelo PSD ou pela União Brasil (DEM e PSL em fusão).
 
O nó com o PSOL também é paulista: Guilherme Boulos quer ser o candidato do partido a governador, amparado no bom desempenho no pleito na capital em 2020, quando foi derrotado no segundo turno pelo PSDB.
Só que o PT quer o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, atualmente melhor colocado nas pesquisas. Os petistas namoram Boulos com um acordo tácito para integrar um eventual governo Lula e, depois, voltar a disputar São Paulo em 2024. Soa algo incerto, mas tem-se também que considerar que é um universo irrelevante eleitoralmente do ponto de vista nacional. O importante é o seu impacto simbólico, já que Lula procura apresentar-se como candidato de união nacional, após os 4 anos de radicalização sob Bolsonaro.
 
Talvez seja difícil Lula liquidar a fatura ainda no primeiro turno. Todos os partidos, obviamente, buscam montar bancadas fortes para garantir boa posição de negociação a partir de 2023.
O PT destaca que a conversa com Kassab foi boa, um sucesso, porque sinalizou uma aliança no segundo turno, se o adversário for Bolsonaro.
Já aliados do presidente do PSD destacam que a reafirmação do apoio dele ao nome de Rodrigo Pacheco (DEM, saindo para o PSD-MG) à Presidência foi um balde de água fria em Lula.
 
No MDB, teve a ausência de Sarney e Renam Calheiros no jantar com Lula.
O certo é que toda a turma deverá apoiar Lula em um segundo turno com Bolsonaro. Mesmo o PL de Costa Neto, que hoje está na base bolsonarista.
Bolsonaro acumula grande rejeição (53%) e isso tira o ânimo dos ainda aliados. E já existe até mesmo uma bolsa de apostas sobre quem poderia ir em seu lugar enfrentar Lula num segundo turno, considerando aqui a manutenção dos mais de 45% de intenção de votos que a candidatura do PT já tem.
 
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