12/10/2021 às 17h43min - Atualizada em 12/10/2021 às 17h43min

PÁTRIA AMADA X PÁTRIA ARMADA

BRASIL X BOLSONARO

 
Durante o sermão da missa das 9h, neste 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, o arcebispo de Aparecida, SP, Dom Orlando Brandes, fez críticas ao armamento da população e ao espalhamento de notícias falsas.
 
Não citou Bolsonaro, mas o arcebispo claramente reprovou a ideia de armas para a população e afirmou isso com um trocadilho forte: “para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”.
 
“Para ser pátria amada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”, disse Dom Orlando Brandes durante a missa.
 
O arcebispo também falou sobre as mais de 600 mil vítimas da pandemia da Covid-19 no país, exaltou a vacina e também a ciência. “Mãe Aparecida, muito obrigado porque na pandemia a senhora foi consoladora, conselheira, mestra, companheira e guia do povo brasileiro que hoje te agradece de coração porque vacina sim, ciência sim e Nossa Senhora Aparecida junto salvando o povo brasileiro.”
 
Essas falas de Dom Orlando Brandes vão na contramão do posicionamento de Bolsonaro, que rejeitou a vacina em diversas ocasiões – até hoje, ele afirma com certo ‘orgulho’ que não se vacinou contra o coronavírus  – e optou por defender o chamado “tratamento precoce”, comprovadamente ineficaz contra a doença e criticado por cientistas.
 
Entre os presentes na cerimônia, destacavam-se dois ministros do governo Bolsonaro: Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, e João Roma, da Cidadania.
 
Outras críticas
Não é a primeira vez que Dom Orlando Brandes faz críticas à direita. Em 2019, ele se opôs ao que chamou de “dragão do tradicionalismo” e afirmou que “a direita é violenta e injusta”.
 
Já em 2020, o arcebispo reprovou as queimadas que acontecem na Amazônia e no Pantanal.
 
Se o país não tivesse Lula chegando com toda a energia, seria o caso de pensar nesse arcebispo para ministro da Saúde. Ou até mesmo presidente. Com certeza ele deixaria Bolsonaro penando por aí...
 
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