04/03/2021 às 19h01min - Atualizada em 04/03/2021 às 19h01min

​O BRASIL SÓ PRECISA DE UMA VACINA:

A BOLSORAQUINA...

 
O que o Brasil tem não é exatamente um presidente - é um vírus. Nosso país foi infectado pelo vírus da arrogância, da incompetência, do negacionismo. Vivemos um grande lockdown político, um confinamento da inteligência.
 
Em carta aberta, cientistas brasileiros insistiram que o governo federal deve declarar um bloqueio imediato de 14 dias, alegando que agora era a única maneira de evitar uma catástrofe de “desespero e mortes”.
“O país não pode mais esperar”, alertou o grupo Observatório Covid-19 BR, atribuindo o aumento da infecção ao colapso do distanciamento social, à inação do governo e à disseminação da nova variante P1, aparentemente mais infecciosa, ligada Manaus, capital do Amazonas.
Mas essas restrições parecem inaceitáveis para Bolsonaro, presidente e militar admirador de Trump, cuja gestão da epidemia foi condenada internacionalmente, o que lhe valeu o apelido de “Capitão Corona”.
“Se depender de mim, não haverá lockdown”, declarou o representante da extrema direita nessa quarta-feira, 3, com um recorde de 1.840 mortos que elevou o número oficial de mortos do Brasil para cerca de 260.000. Vamos repetir: 260.000!!!!!!!
 
O ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o país sofreu um blecaute de liderança no momento em que mais precisava de orientação.
“A verdade é que nossos governadores e prefeitos estaduais foram abandonados à própria sorte”, disse Temporão, denunciando o que chamou de “abordagem criminosa” de Bolsonaro à Covid-19.
“Não se trata apenas de omissão ou desorganização ou incompetência”, acrescentou, destacando o enfraquecimento incessante das medidas de contenção por Bolsonaro, a falha em adquirir vacinas suficientes e a promoção anticientífica de remédios não comprovados, como a hidroxicloroquina.
“Estamos falando de uma postura determinada, repetida, sustentada e obstinada que fez questão de destruir todas as capacidades do país para combater a pandemia.”
 
Eduardo Paes, novo prefeito do Rio, disse que as restrições na cidade, que entraram em vigor na sexta-feira, 26, e vão durar inicialmente uma semana, foram projetadas para evitar uma repetição do “genocídio que o Rio viu em 2020”. Lojas, restaurantes e bares têm que fechar às 17h, enquanto boates, mercados de rua e casas de shows deverão fechar. As festas de samba também estão proibidas.
“No ano passado, morreram duas vezes mais pessoas no Rio do que em São Paulo, que tem o dobro da população. O objetivo é impedir que isso aconteça novamente em 2021”, disse Eduardo Paes.
 
Os críticos dizem que as medidas são terrivelmente inadequadas. Até agora, os hospitais do Rio continuam em melhor forma do que em cidades como Porto Alegre, Salvador e São Paulo, onde algumas unidades de terapia intensiva estão completamente sem leitos. Mas os médicos locais estão se preparando para uma explosão semelhante em pacientes. “Estamos nos preparando para ficar bem e verdadeiramente preparados”, disse um médico da linha de frente por mensagem de texto.
 
Temporão disse que a “agonia prolongada” do Brasil - que surge quando alguns vizinhos, como a Argentina, começam a reabrir cautelosamente - foi em grande parte culpa de um homem.
“Hoje no Brasil enfrentamos uma crise política, uma crise econômica gravíssima, uma crise social, uma crise de saúde pública e uma crise ética.
“O Brasil está aprendendo de forma muito dura e triste o preço que uma sociedade paga por ter um governo totalmente desconectado e alheio à sorte da população”, disse ele.
 
Leia mais em The Guardian.

 
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