23/08/2020 às 09h02min - Atualizada em 23/08/2020 às 09h02min

PANDEMÔNIO:

BRASIL EM GELO, ESTADOS UNIDOS EM CHAMAS...


 
Definitivamente, o clima do planeta está sem controle. Tanto o clima como fenômeno meteorológico, como o clima como fenômeno político. Aliás, parecem até que caminham juntos, um determinando o outro ou ajudando na sua definição.
 
Nos Estados Unidos, os incêndios florestais já consumiram mais de 1 milhão de acres e a política está pegando fogo. Faltam pouco mais de 70 dias para a eleição presidencial e o mundo começa a concluir que a imagem do todo poderoso Trump está virando cinza, sendo consumida pelas ações ousadas da oposição Democrata. Na sua Convenção de dias atrás, os Democratas mostraram ousadia nos discursos e souberam avançar na conquista do voto popular, votos das minorias de negros e de latinos, tradicionalmente mais carregados de indiferença. Ousaram com o discurso de Barack Obama, ousaram com a escolha e com o discurso da candidata a vice Kamala Harris, negra, filha de imigrantes (a mãe nasceu na Índia dos tempos de colônia inglesa; o pai, professor de economia na Universidade de Stanford, nasceu na Jamaica britânica), souberam ousar.
 
No Brasil, de eleições municipais em novembro, o clima político não esquentou suficientemente. Talvez por influência do frio que anda fazendo, principalmente nas regiões Sul e Sudeste (em São Joaquim, SC, a temperatura, hoje cedo estava em 6°), talvez por causa da coisa que está no comando, hábil na implantação de sua proposta fascista. Bolsonaro consegue realizar um trabalho esperto (e de muito apoio financeiro) na escolha dos candidatos a prefeito e a vereador por todo o país. Investe tudo o que pode nisso, porque essa será sua principal fonte de apoio para tentar a reeleição em 2022. Sabe que nos próximos dois anos encontrará uma oposição ampla da esquerda, bem mais esperta e preparada para os novos enfrentamentos (inclusive digitais...), com chances reais de afastá-lo para sempre do ambiente político brasileiro.
 
Esperamos que o clima americano seja capaz de congelar qualquer tentativa de avanço eleitoral de Trump. E que o nosso clima quente transforme em cinza o pesadelo bolsonárico.
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