24/07/2020 às 11h57min - Atualizada em 24/07/2020 às 11h57min

BOLSONARO TEM QUE SER INTERDITADO

AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA


Já são 48 os pedidos de impeachment de Bolsonaro pela perda de juízo. Mas se for perguntar a cada um dos brasileiros, poderemos chegar aos 200 milhões. Motivos não faltam. O PSOL, por exemplo, decidiu defender a interdição de Bolsonaro, depois que ele foi flagrado oferecendo cloroquina para as emas do palácio Alvorada.
Juliano Medeiros, presidente do PSOL (o primeiro partido a defender a interdição), foi enfático: "Ele não está em seu juízo perfeito. Precisa ser interditado e afastado urgentemente".
 
Mas até agora todos os pedidos de impeachment foram engavetados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Inexplicavelmente (ou será explicavelmente?), Bolsonaro disse nesta quinta-feira que não é preciso ter pavor em relação ao novo coronavírus e voltou a defender que se repense a política de isolamento social – exatamente no dia em que o Brasil ultrapassou 84 mil mortos pelo coronavírus (Covid-19) e registrou quase 60 mil novos casos da doença.
Em transmissão pelas redes sociais, Bolsonaro – que há duas semanas divulgou um teste positivo para a doença causada pelo novo coronavírus – afirmou estar se sentindo bem, disse que está “praticamente preso” numa sala no Palácio da Alvorada e argumentou que, se o isolamento social adotado por Estados e municípios para frear a disseminação da doença continuar, o Brasil vai se tornar um país de miseráveis.
 
“Estou vendo já, assisto televisão o dia todo, está sempre ligada, acompanho aqui um pouco da nossa imprensa e estou vendo autoridades de dentro e de fora do Brasil dizendo que esta pandemia veio para ficar. Mas o povo tem que trabalhar, meu Deus do céu! As consequências de não trabalhar vão ser muito piores do que aquela proporcionada pelo próprio vírus”, completou, sem deixar o que é pior do que a morte.
 
O Brasil só está atrás dos Estados Unidos em número de infectados e mortos por Covid-19 e continua a registrar números elevados da doença. Mas, na sua transmissão, Bolsonaro defendeu que nas eleições municipais se pergunte aos candidatos a prefeito e a vereador sobre o que vão fazer em relação ao que chama de “política restritiva”, se vão ou não manter a “mesma linha” de distanciamento social adotada pelos atuais govenadores e legisladores. É contra a política de distanciamento social, tida por especialistas, dentro e fora do país, como uma das mais eficazes para combater o avanço do vírus.
Bolsonaro disse, esquecendo que 1º de abril já passou, que não pretende se envolver nas eleições municipais. Disse que tem que “estar preocupado com o desemprego que criaram”. Esquecendo que o que ele criou de verdade foi produção de cloroquina, e certamente não sabe mais o que fazer para dar vazão ao estoque. Ele citou o auxílio emergencial aos vulneráveis para amenizar o impacto da pandemia no país. Esqueceu de dizer que queria dar apenas um terço do que foi obrigado a dar e frisou que a continuação da política de confinamento levará o Brasil a se tornar um país de miseráveis, virando terreno fértil para o socialismo. Disse estar preocupado com a vida (coisa que ninguém acredita) e destacou mais uma vez que o “efeito colateral” da política de “todo mundo em casa” é muito pior que o vírus em si. Você, que já leu todas essas loucuras de Bolsonaro, concorda ou não concorda que ele tem que ser internado bem longe do Brasil?
 
Leia também o Brasil247.

 
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