30/05/2020 às 08h36min - Atualizada em 30/05/2020 às 08h36min

CARLOS BOLSONARO?

PODEROSINHO CHEFÃO?

 
É isso que temos? O filho do presidente da República, vereador pela cidade do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, seria o chefão de um esquema de fake News? Fake news disparadas contra juízes da Suprema Corte? É verdade? Só é possível dar crédito a uma aberração como essa porque o Brasil, definitivamente, tornou-se o país dos crimes políticos (ou não) abomináveis. Trata-se de uma investigação sigilosa, claro, sob o comando do próprio STF (Supremo Tribunal Federal), tendo o ministro Alexandre Moraes (que seria expert em investigações) no comando.
No Supremo, a investigação é conduzida pelo delegado federal Igor Romário de Paula (que integrou a Lava Jato em Curitiba, e é considerado aliado do ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sérgio Moro) e também por Denisse Dias Rosas Ribeiro, Fábio Alceu Mertens e Daniel Daher. Carlos Bolsonaro não foi o alvo direto da operação da Polícia Federal dessa quarta-feira, 27, por determinação do relator do inquérito das fake news, ministro Alexandre de Moraes. A ofensiva, considerada “abusiva” pelo Palácio do Planalto, apreendeu documentos, computadores e celulares em endereços de 17 pessoas - suspeitas de integrar uma rede de ataques a ministros do STF - e na convocação de depoimento de oito deputados bolsonaristas. Essa seria uma esquadrilha das fake News comandada diretamente por Carlos Bolsonaro, conforme reportagem do Estadão. A previsão é de que a investigação sigilosa seja concluída em 15 de julho (mas a possibilidade concreta é de ser novamente prorrogada).
 
O inquérito das fake news foi aberto por determinação do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, à revelia do Ministério Público, o que provocou críticas da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Ordem dos Advogados do Brasil e, na época, de colegas da Corte.
Na ocasião, o ministro Marco Aurélio Mello chegou a chamar o inquérito de “natimorto”. De lá pra cá, no entanto, diminuiu a resistência interna da Corte às investigações, que encontraram na rede ameaças de incendiar o Supremo e matar ministros com tiros à queima-roupa. Interlocutores de Moraes avaliam que, hoje, a maioria da Corte apoia o inquérito como uma “defesa institucional do STF” contra ataques.
 
Nessa sexta-feira, 29, Carlos Bolsonaro reagiu no Twitter: “Nunca tiveram provas, apenas narrativas. Revelações literalmente inventadas por 2 parlamentares e agora apoiadas por biografados. Forçam busca e apreensão ilegais para criarem os fatos e ganharem fôlego”, escreveu. “Eu não sei o que estão fazendo. Não chego perto do meu pai há um bom tempo. Apenas exibi minha liberdade de falar enquanto posso!”.
 
Disse tudo...


Brasil247
Estadão

 
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