26/03/2020 às 09h03min - Atualizada em 26/03/2020 às 09h03min

GOVERNADORES REIVINDICAM:

“A LEI DE LULA TEM QUE SER APLICADA!”

 
Os governadores do Brasil reuniram-se na tarde dessa quarta-feira (25) em videoconferência e aprovaram uma carta com uma série de reivindicações ao governo federal para fazer frente à crise do coronavírus. Entre essas reivindicações, está a aplicação da Lei 10.835/2004, assinada por Lula, que permite a todos os brasileiros que residirem no País e estrangeiros que residirem por mais de cinco anos, o direito de receber anualmente um benefício monetário, não importando sua condição socioeconômica. Ou seja, renda básica de cidadania para todos.
 
A lei diz que caberá ao Poder Executivo estipular o valor do benefício e prevê o pagamento de parcelas mensais, de mesmo valor, para todos os cidadãos, a fim de atender "às despesas mínimas de cada pessoa com alimentação, educação e saúde, considerando para isso o grau de desenvolvimento do País e as possibilidades orçamentárias".
 
Os governadores também querem a suspensão por 12 meses do pagamento das dívidas dos estados com a União e bancos públicos, além da "abertura da possibilidade de quitação de prestações apenas no final do contrato" e a "disponibilização de linhas de crédito do BNDES para aplicação em serviços de saúde e investimentos em obras".
 
Participaram do encontro 26 dos 27 governadores – o único ausente foi o do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
 
As propostas são exatamente as seguintes:
  • Suspensão por 12 meses do pagamento das dívidas dos estados com a União, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e disponibilização de linhas de créditos do BNDES para aplicação em serviços de saúde e investimentos em obras
  • Viabilização emergencial e substancial de recursos "livres" do governo federal
  • Mudanças no regime de recuperação fiscal e aprovação do chamado Plano Mansueto. Pelo plano, enviado em junho do ano passado ao Congresso, a União propõe dar aval para estados com baixo nível de endividamento contratarem empréstimos junto ao setor financeiro e concede prazo de até cinco anos aos estados que estão descumprindo os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para que possam se reenquadrar nos limites estabelecidos.
  • Redução da meta de superávit primário para evitar ameaça de contingenciamento (bloqueio) orçamentário
  • Aplicação da Lei 10.835/2004 que institui a renda básica da cidadania
 
Na carta, os governadores dizem desejar que Bolsonaro "tenha serenidade (obs.: algo aparentemente impossível!) e some forças" com eles para enfrentar os efeitos da crise do coronavírus.
 
Medidas do governo federal até agora
Na última segunda-feira, o governo federal anunciou um pacote de R$ 88,2 bilhões para ajuda aos estados, distribuídos da seguinte maneira:
  • R$ 8 bilhões para gastos em saúde;
  • R$ 16 bilhões (seguro para queda de arrecadação), como recomposição de fundos de participação de estados e municípios;
  • R$ 2 bilhões para gastos em assistencial social;
  • R$ 12,6 bilhões de suspensão das dívidas dos estados com a União;
  • R$ 9,6 bilhões em renegociação de dívidas de estados e municípios com bancos;
  • R$ 40 bilhões em operações com facilitação de créditos.
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