18/03/2020 às 07h15min - Atualizada em 18/03/2020 às 07h15min

​FORA BOLSONARO GANHOU AS RUAS

MAS CORONAVÍRUS SALVA BOLSONARO...



Moradores de várias cidades ganharam as janelas para bater panelas e gritar em alto e bom som: “Fora, Bolsonaro!”. Um momento de glória, que lavou a alma do Brasil. Um evento que lembrou muito os eventos recentes na Europa, de reação ao coronavírus. Um recado claríssimo ao incompetente (e fascista) que ocupa o Palácio do Planalto. Ou seja, um movimento perfeito para iniciar um processo de impeachment. Só que não. O momento grave que vive o país – assim como boa parte do mundo – não permite que se gaste energia no enxotamento de um péssimo presidente. Não há como parar os outros poderes (Congresso e Supremo) para iniciar um processo de impeachment. Pior: mesmo os que estão na luta contra Bolsonaro preferem concentrar energia no combate ao coronavírus. O grupo de Bolsonaro já percebeu isso e está explorando. O tal do Hang, aquele empresário que costuma usar ternos verdes com gravatas amarelas e que já gravou inúmeros vídeos de apoio a Bolsonaro e contra Lula, saiu na frente e escreveu:
“Não é hora de enfrentamentos ou deixar o ego falar mais alto. Não podemos ter uma crise econômica, uma crise na saúde e uma crise política. A conta mais cara vai cair para os mais pobres. Precisamos de bom senso. Chega de jogar para a torcida, está na hora de jogar pelo Brasil. Por isso, o povo e os poderes têm que se unir”.


Bolsonaro saberá se aproveitar disso, por mais que seja um incompetente completo. Com apoio de sua assessoria militar, aqueles que tomaram conta do Planalto, inclusive o vice, Bolsonaro ganhará uma longa sobrevida. Vai até aparentar que está no comando, pelo menos nos próximos seis meses. Depois disso, com o provável controle que o país terá sobre o vírus que assusta o mundo, a nossa atenção poderá dirigir-se inteiramente ao combate a esse vírus maior. Vamos isolar e neutralizar essa praga. O país merece uma vida melhor, bem mais saudável. O “Fora, Bolsonaro!” há de vencer.


NOTA: A Constituição Federal, em seu artigo 79, estabelece que o vice-presidente sucede definitivamente o presidente quando este morre, renuncia ou é removido do cargo. Depois dele, também fazem parte da linha sucessória os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme o artigo 80. Entretanto, estes três últimos apenas substituem temporariamente o presidente, não cabendo-lhes a sucessão em definitivo.

O vice-presidente e as outras pessoas listadas na linha de sucessão, de acordo com a ordem constitucional de preferência, também atuam como presidente interino quando o titular está sob incapacidade, suspenso devido a um processo de impeachment ou quando viaja para o exterior.

Vamos torcer para que o país possa ultrapassar essa linha de sucessão...
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