03/01/2020 às 18h21min - Atualizada em 03/01/2020 às 18h21min

​TRUMP ATINGIU O IRÃ.

MAS MIROU NA REELEIÇÃO.


Ninguém em sã consciência faz um atentado, como o que Trump fez, de graça. Ele sabia muito bem que o mundo inteiro condenaria a ação americana e exploraria a sua imagem de vilão. Mas isso não tem a menor importância para ele.

Trump só pensa na reeleição, que anda seriamente ameaçada, com o processo de impeachment que rola no Congresso.
E há outros fatores. Um deles é que o míssil hipersônico Avangard lançado pela Rússia de Putin empurrou Trump para trás na corrida armamentista. Outro fator, que o diretor do Pew Research Center, Carroll Doherty, já lembrou, é que, apesar da aparente vantagem para Trump nas pesquisas, a demografia americana está mudando.

Pesquisa feita em 2019 mostrou que a proporção de brancos no eleitorado americano diminui, enquanto a de hispânicos, negros e asiáticos aumenta. E isso é muito ruim para Trump. Doherty lembra que o Partido Democrata mudou e hoje reflete melhor a demografia do país do que o Partido Republicano.

As eleições, no mínimo, serão apertadas e, em um país em que o voto não é obrigatório, é da maior importância a mobilização dos eleitores, é um dos fatores determinantes da corrida eleitoral. Republicanos e democratas terão que se esforçar muito mais para convencer o eleitorado a sair de casa. E matar o nº 2 do Irã pode ter sido o voto decisivo.


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