01/06/2021 às 09h28min - Atualizada em 01/06/2021 às 09h28min

​A CHINA APAVORA OS ESTADOS UNIDOS.

HILLARY ESTÁ ENLOUQUECIDA


Hillary Clinton (Democrata) – advogada, ex-primeira-dama dos Estados Unidos, ex-senadora, ex-candidata à presidência – defendeu na última quinta-feira, 27, surpreendentemente, que o imenso país norte-americano adote subsídios voltados para a indústria nacional.
Ela argumentou que essa medida ajudaria a diminuir drasticamente a dependência da China, que atualmente é a segunda maior economia do mundo e que rivaliza diretamente com os EUA.

A declaração de Hillary foi feita após Joe Biden anunciar que vai propor um orçamento de US $ 6 trilhões, em especial nas áreas de infraestrutura, educação e saúde.
É bom lembrar que a economia dos Estados Unidos cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2021, em dados anualizados. O resultado – que ainda vai passar por duas revisões – foi divulgado nessa quinta-feira, 27, pelo escritório oficial de estatísticas (BEA) do Departamento de Comércio do país. A alta foi superior à registrada no trimestre anterior, de 4,3%.
Mas acontece que o PIB da China cresceu 18,3% no 1º trimestre, batendo recorde para o período.
O grande salto reflete a profunda queda na atividade em 2020, mas mantém a China no caminho para um crescimento entre 8% e 9% em 2021, segundo economistas.
Para se ter uma ideia de quanto isso incomoda os Estados Unidos, basta ver esse depoimento de Hillary Clinton.
(transcrição do áudio abaixo)

Existe um receio constante em incomodar os chineses.
E há duas grandes razões para isso.
Uma, Henry Kissinger já mencionou, talvez algum receio de provocar,
sem querer, uma guerra em algum lugar.
Mas tem também a questão econômica – e é hora de reconhecermos que
precisamos de nossas cadeias de abastecimento, mesmo que isso exija
um certo nível de produtividade industrial subsidiada.
Não podemos ficar dependentes do mercado chinês.
Não é ruim apenas para as nossas economias,
é ruim para nossos interesses geopolíticos e estratégicos.
Veja o que aconteceu com a falta de
equipamento de proteção individual
ou de certos ingredientes farmacêuticos, quando
a pandemia nos atingiu.
Estávamos à mercê da China.
Bem, não podemos deixar isso continuar e precisamos trabalhar juntos,
ao longo do Atlântico, para descobrir como
vamos retomar a produção.
Agora, será um custo muito baixo?
Claro que não.
E como estabelecermos nossos sistemas tributários

e outros arranjos para que haja incentivos
para que nossos negócios retornem
às democracias ocidentais para produzir coisas?
Eu acrescentaria que mais e mais empresas
estão vendo isso,
a menos que sejam produtoras de roupas de
varejo de baixo custo, que provavelmente nunca
voltarão, por todas as razões óbvias, mas, se estiverem
produzindo algo mais sofisticado,
cada vez mais o governo chinês, por meio de coerção,

por meio de regulamentação injusta,
por meio de parcerias injustas ou acordos de royalties,
está lentamente roubando essa propriedade intelectual

de qualquer maneira.
Então, eu acho que temos que ser mais espertos
sobre como lidarmos com a ameaça econômica.
E, para as pessoas que dizem que está tudo bem,
isso atrapalha o mercado,

a China atrapalha o mercado!
A China não é uma economia de mercado livre!
Nós tentamos. Nós os deixamos entrar na
Organização Mundial do Comércio.

Enviamos negócios para lá. Fizemos acordos comerciais.
Eles são uma economia controlada

de cima para baixo.
Você nunca irá competir e vencê-los.
A menos que pegue de volta os meios de produção.


Pelo que disse Hillary Clinton, dá para perceber o alto nível de stress que toma conta da (ainda) primeira economia do mundo. E o que restará para nós, abaixo da linha do equador?

Leia também no DCM, G1 e CNNBrasil.

 
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