29/04/2020 às 17h35min - Atualizada em 29/04/2020 às 17h35min

“SAIAM DE NOSSAS ÁGUAS!”

CHINA EXPULSA DESTRÓIER AMERICANO DO SEU MAR DO SUL


Navios do Exército de Libertação Popular chinês expulsaram nessa terça-feira, 28, um destróier da Marinha dos EUA de suas águas territoriais, nas Ilhas Paracel,  mar do Sul da China.
 
"Convidamos os norte-americanos a se concentrar na prevenção e controle da epidemia do coronavírus em sua pátria, a contribuir na luta internacional contra a pandemia e a interromper imediatamente as ações militares contra a segurança, a paz e a instabilidade regional", afirmou o coronel Li Huamin, porta-voz do Comando de Treinamento do Sul do Exército de Libertação Popular.
De acordo com ele, a China enviou suas forças navais e aéreas para escoltar o destróier americano para fora das águas territoriais chinesas.
 
O navio americano era o USS Barry, um destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, que já havia passado pelo estreito de Taiwan, na sexta-feira, dia 24, retornando ao mar do Sul da China para se juntar a um grupo de destróieres que contavam com o cruzador USS Bunker Hill, a fragata australiana de classe Anzac HMAS Parramatta e o porta-aviões USS America.
 
Essas embarcações participam das missões do Pentágono conhecidas como "Operações de Liberdade de Navegação" (FONOPS, na sigla em inglês), que desconsideram as reivindicações da China na região.
"Essas provocações dos Estados Unidos violaram seriamente a soberania e os interesses de segurança da China e aumentaram consideravelmente os riscos regionais de segurança, podendo desencadear um incidente inesperado", afirmou Li, segundo o South China Morning Post.
"São atos incompatíveis com a atmosfera atual, com a comunidade internacional lutando contra a pandemia, bem como com a paz e a estabilidade regional", ressaltou.
A declaração faz referência ao fato de os EUA terem registrado mais de um milhão de casos do novo coronavírus e mais de 50.000 mortes.
 
As águas do mar do Sul da China na sua maioria são controladas por Pequim, mas são disputadas por cinco países e Taiwan. Elas são frequentemente cruzadas por navios da Marinha dos EUA que, segundo Washington, realizam operações de liberdade de navegação.
A passagem de destróieres e porta-aviões dos EUA perto das ilhas disputadas desagrada ao governo chinês, que protesta contra o que afirma serem "provocações" e violações da soberania chinesa.
 
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