24/03/2020 às 14h05min - Atualizada em 24/03/2020 às 14h05min

​JOGOS DE TÓQUIO ADIADOS PARA 2021

A PRIMEIRA VEZ QUE ACONTECE EM 124 ANOS


Enquanto o governo Bolsonaro e empresários, conhecidos representantes da elite - que só pensa em lucros e não se preocupa com a vida das pessoas -, insistem que a pandemia do coronavírus é apenas uma “gripezinha” que deve matar umas “10 ou 15 mil pessoas” que já iam morrer mesmo, o governo japonês pediu e o COI aceitou: os Jogos Olímpicos de Tóquio foram adiados e só vão acontecer em 2021. Os Jogos iam começar no dia 24 de julho, mas a pandemia do coronavírus causou muito impacto na organização e, principalmente, na preparação dos atletas.

O primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo, confirmou, nessa terça-feira, o adiamento depois que conversou, por telefone, com o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach. Um comunicado assinado pelo COI e o governo japonês já confirmou a decisão. “Na circunstância presente, e baseados na informação providenciada  pela Organização Mundial de Saúde, o presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da 32ª Olimpíada em Tóquio devem ser reagendados para uma data para além de 2020 - mas não depois do verão de 2021, para garantir a saúde dos atletas, todos envolvidos nos Jogos e a comunidade internacional”, diz o documento. As olimpíadas foram adiadas, mas, mesmo assim, o nome oficial do evento será Tóquio 2020, segundo o governador da capital japonesa, Yuriko Koike. 

Quem fica tratando a pandemia do coronavírus como uma “gripezinha” deve se informar mais. A devastação é tão grande no mundo que, em 124 anos dos Jogos da era moderna, essa é a primeira vez que são adiados.  Nas duas guerras mundiais as olimpíadas foram canceladas em 1916, 1940 e 1944.
Os primeiros sinais de que os Jogos de Tóquio poderiam ser realizados em outra data surgiram nessa segunda-feira, dia 23 de março, quando o Comitê Olímpico do Canadá informou que iria boicotar os Jogos caso eles se realizassem em 2020. A Austrália também avisou que não mandaria a sua delegação. A pressão era grande, também, da Grã-Bretanha e da Noruega. O Brasil e outros países, como Alemanha e Eslovênia, já tinham pedido o adiamento. A poderosa equipe de natação dos EUA também queria a mudança da data. Essa era a mesma opinião de 78% dos atletas, segundo uma pesquisa divulgada pelo “The New York Times”.

A propagação do coronavírus no mundo impediu que os atletas se preparassem, com as medidas de restrição decretadas pelos países. As eliminatórias foram interrompidas, com a proibição de viagens e as quarentenas impostas aos atletas pelos seus países.

Leia mais na BBC.
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