02/07/2019 às 08h05min - Atualizada em 02/07/2019 às 08h05min

A CRISE DO FILHO ATINGE BOLSONARO E ABALA O PAÍS


Baixou um santo no Filho 02, Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSC, no Rio de Janeiro. Ele simplesmente usou as redes sociais para atacar o GSI (Gabinete de Segurança Institucional, conduzido pelo General Augusto Heleno, supostamente grande aliado do pai-presidente, associando-o à cocaína que iria para o Japão no avião presidencial. Obviamente, além de abalar o respeitável público brasileiro, abriu crise profunda com os militares.
 
O vereador Carlos, verdade seja dita, é meio estranho. Mas a acusação é grave e tem que ser levada a sério. Ele simplesmente levantou suspeitas sobre a conduta do GSI no episódio que levou à prisão o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, flagrado na Espanha com 39 kg de cocaína em voo de apoio presidencial da Força Aérea Brasileira (FAB), assim sem mais nem menos, dando, de certa forma, a impressão de que estaria sob algum efeito especial. O fato é que nada explica (pelo menos até agora) a explosão mental que fez com que ele jogasse mais combustível na fogueira permanente que é o Planalto. A sensação que se tem inicialmente é que ele poderia estar sob o efeito de alguma droga. Mas depois cai-se na real e percebe-se que ele está fazendo acusação grave, que deve ser investigada imediatamente.

“Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?”, respondeu o vereador Carlos Bolsonaro em um comentário. “Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que sejam (sic), mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado. Estou sozinho nessa, podendo a partir de agora ser alvo mais fácil ainda tanto pelos de fora tanto por outros.”
 
Para ampliar o problema, a candidata derrotada a deputada federal pelo PSL no Ceará, Regina Villela, publicou vídeo de apoio ao vereador Carlos, dizendo que o presidente está “cercado de agentes do Foro de São Paulo” (organização que reúne partidos e organizações de esquerda, criada em 1990, a partir de um seminário internacional promovido pelo PT). Regina afirma que integrantes do GSI estão envolvidos em um complô contra o presidente. E acrescenta mais confusão: “Toda viagem internacional é precedida por outra, que leva os agentes da Abin para sondagem do terreno. Ou seja, tem gente da FAB, da Abin, do GSI, do Cerimonial. Todo mundo está envolvido nessa história”.

 Após o comentário do vereador ganhar repercussão nas redes - ele próprio o compartilhou no Twitter -, o porta-voz da
Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou a jornalistas em entrevista coletiva que o GSI possui
qualificação “bastante extremada” e que seus recursos humanos “são preparados da melhor forma possível
para promover segurança”.
 Ou seja, ainda tem muita poeira para ser levantada...
Gráfico Recontai. Manifestações pró Moro
e Bolsonaro perdem força no Twitter: em 26/05
foram 853 mil tweets contra 586 mil de 30/06.
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