25/02/2021 às 19h54min - Atualizada em 25/02/2021 às 19h54min

​A PANDEMIA INVENTOU O COMÉRCIO ELETRÔNICO?

OU FOI O CONTRÁRIO?


Estamos completando um ano, agora em março, que o mundo virou de cabeça pra baixo – ou terá sido de cabeça pro lado? Ou para trás? –, mexeu com o modo de ser da humanidade. Ou quase toda a humanidade. Deu adeus à famosa era moderna e lançou todos nós ao presente do futuro.
Veio a pandemia, o vírus global. Que criou a nova realidade de um mundo fechado que acabou transformando-se na porta para um admirável mundo novo. Fechou o mundo moderno radicalmente, abriu a economia de forma gloriosa. É verdade que o vírus dessa transformação pôde contar com o apoio inigualável das novas plataformas digitais.  Sem essa combinação, com certeza não haveria recuperação rápida e muito menos a criação e o desenvolvimento, fantásticos, do comércio eletrônico e dos pequenos negócios online.
 
Não existe nada semelhante em nossa história. Tanto em termos de velocidade quanto de amplitude, um alcance inacreditável. Alguém pode lembrar dos tempos da gripe espanhola, que também deu um solavanco em boa parte da humanidade. Mas não dá para comparar. Claro que há dúvidas sobre os avanços do futuro. Os lucros serão saudáveis? O investimento retornará são e salvo e amplificado?
 
A pandemia lançou as vendas para o alto.
Muitos negócios, digamos, tradicionais de comércio eletrônico tiveram crescimento entre 30 e 50%. E os novos negócios de comércio eletrônico também prosperam. 
Isso significa que todo varejista deve abandonar sua loja física e abrir um negócio de comércio eletrônico usando o eigenrun (simplificador de operação de varejo on-line)? Provavelmente não, embora pudesse também. O crescimento da pandemia não duraria para sempre, mas o comportamento do consumidor está mudando.
 
Categorias são fundamentais 
Assim como no varejo geral, há tendências na popularidade das commodities com base em fatores sociais e ambientais. Quando se trata de comércio eletrônico, essas tendências são mais significativas. O sucesso das marcas de comércio eletrônico depende em grande parte dos produtos de nicho. 
Este é um dos motivos pelos quais a Amazon lidera o comércio eletrônico, pois conquistou o mercado com quase todas as commodities, oferecendo preços imbatíveis e entrega super rápida. Ainda assim, existem oportunidades para superar a competição da Amazon em certos nichos. 
 
As pequenas empresas funcionam bem
Desde que a pandemia atingiu o mundo, são as pequenas empresas que prosperaram em vez d empresas pesadas. Isso se deve à velocidade das mudanças e à capacidade de uma pequena empresa de se adaptar a essas mudanças. As empresas maiores demoraram a reagir. 
Um ambiente de negócios em constante mudança, em linha com mudanças digitais aceleradas, significa que as pequenas empresas podem ser mais lucrativas nos próximos anos. A incerteza no mercado significa que é necessária mais flexibilidade para sobreviver e empresas menores se adaptam mais rapidamente.
 
A publicidade está mudando
A maneira como a publicidade está mudando as mentalidades do consumidor é a chave para entender o futuro das empresas de comércio eletrônico. Através das ferramentas analíticas, as empresas agora podem ver quais itens são relevantes para os consumidores individuais – o marketing direcionado indica que o comércio eletrônico tem um futuro brilhante. 
 
A propaganda analítica já é obviamente valiosa para empresas de comércio eletrônico. E como acontece com toda infraestrutura digital, está continuamente crescendo e se desenvolvendo. A publicidade digital se torna cada vez mais sofisticada, o que obviamente beneficia o mundo do comércio eletrônico. 
 
O consumo está mudando agora – e depois? 
O crescimento nas vendas de comércio eletrônico no ano passado não tem precedentes, mas será que isso vai continuar depois que a vacina para a Covid-19 for lançada?  A maioria dos analistas aposta na queda dos números – mas é importante considerar que o comportamento do consumidor mudou. 
É natural que as pessoas voltem às compras nas lojas quando a pandemia passar. As pessoas gostam – e precisam – bater perna, ver o mundo cara a cara, tocar (ou provar...) nas coisas antes de comprar. Mas os hábitos agora estarão inexoravelmente diferentes. O comércio eletrônico tão cedo não irá a lugar nenhum – e os varejistas terão que ficar de olho lá e cá.
 
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