20/05/2020 às 15h22min - Atualizada em 20/05/2020 às 15h22min

​GUEDES É CONTRA AMPLIAR O AUXÍLIO DE R$ 600

“AÍ NINGUÉM TRABALHA, PORQUE A VIDA ESTÁ BOA”


Maio já está chegando ao fim, mas só agora o governo começou a pagar a segunda parcela do auxílio emergencial para milhões de brasileiros que são autônomos ou microempreendedores (MEI) afetados diretamente pelo combate ao coronavírus. Muitos ainda nem receberam a primeira parcela e sofrem nas filas da CAIXA para tentar receber os R$ 600 garantidos pelo Congresso. Mesmo assim, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não está preocupado com as dificuldades que a população vem enfrentando.

Pressionado para ampliar o auxílio emergencial, em mais um ou dois meses, Guedes já voltou com aquela vergonhosa proposta inicial de R$ 200. Foi durante uma reunião com empresários, nessa terça-feira, 19. “Se voltar para R$ 200, quem sabe não dá para estender um mês ou dois? R$ 600 não dá. O que a sociedade prefere: um mês de R$ 600 ou três de R$ 200? É esse tipo de conta que estamos fazendo. É possível que aconteça uma extensão. Mas será que temos dinheiro para uma extensão a R$ 600? Acho que não”, afirmou o ministro.

Será que  o Paulo Guedes sabe o que dá para comprar com R$ 600? E com R$ 200? O ministério que ele comanda não está acompanhando a disparada dos preços depois da chegada do coronavírus ao Brasil? Pelo jeito, não. Mesmo o Brasil já ser o terceiro país em número de casos no mundo, com quase 18 mil mortes causadas pelo coronavírus e os hospitais públicos à beira de um colapso de leitos de UTI, Guedes acha que o povo não está sofrendo. E deu uma justificativa inacreditável para não continuar para o valor determinado pelo Congresso. “Se falarmos que vai ter mais três meses, mais três meses, mais três meses, aí ninguém trabalha. Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de oito anos, porque a vida está boa, está tudo tranquilo. E aí vamos morrer de fome do outro lado. É o meu pavor, a prateleira vazia”, completou o ministro que já liberou bilhões para os bancos durante a pandemia e para os empresários.

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