20/05/2020 às 07h45min - Atualizada em 20/05/2020 às 07h45min

OS BOLSONAROS SÃO UM ESCÂNDALO!

OU PIOR: SÃO VÁRIOS ESCÂNDALOS...


As histórias escandalosas envolvendo os Bolsonaros vão de A a Z, facilmente. Adriano, Bebbiano, Carlos, Flávio, Jair, Queiroz, rachadinha, Victor, etc, etc, etc. Notamos que as letrinhas de cada história, verdadeiras ou fantasiosas, misturam-se, embaralham-se, percorrem caminhos tortuosos, quase sempre sigilosos, separam-se para, enfim, encontrar o seu Messias.

A última (ou será a penúltima? antepenúltima?), divulgada ontem pela Folha, relata que “Flávio Bolsonaro repassou R$ 500 mil do fundo público partidário a advogado investigado no caso Queiroz”. Antes de continuar, é interessante ver o que diz o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre esse fundo:  “O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário, é constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos financeiros que lhes forem atribuídos por lei.
Os valores repassados aos partidos políticos, referentes aos duodécimos e multas (discriminados por partido e relativos ao mês de distribuição), são publicados mensalmente no Diário da Justiça Eletrônico. A consulta pode ser realizada por meio do acesso ao sítio eletrônico do TSE na Internet”.
 
É um fundo especial de assistência financeira aos partidos políticos. Vamos repetir: aos partidos políticos, não aos políticos individualmente. Como seria possível, portanto, pegar o dinheiro desse Fundo para pagar os serviços prestados pelo advogado do Queiroz, esse nome sempre associado aos Bolsonaros e seus rolos? Será que tem explicação pra isso?
 
Na noite dessa terça-feira, Flávio Bolsonaro contestou o título de reportagem da Folha, afirmando não ter repassado recursos públicos ao escritório do advogado Victor Granado. O dinheiro foi pago pelo diretório nacional do PSL, seu ex-partido. Ok, boa desculpa. Mas acontece que o PSL nacional teria informado que o pagamento foi feito a pedido do senador Flávio...
Em publicação nas redes sociais, o filho do presidente Jair Bolsonaro classificou como “calúnia” o título da reportagem.
“A Folha de São Paulo, mais uma vez, mente! Produz 'FAKE NEWS', na verdade crime de calúnia, representado pelo título da matéria publicada nesta terça (19), que afirma que Flávio Bolsonaro teria ‘repassado’ 500 mil do fundo público partidário a advogado investigado no caso Queiroz”, escreveu.
A defesa de Victor, por sua vez, divulgou nota em que se limita a dizer que o escritório "Granado Advogados atuou na defesa dos interesses do PSL, no período compreendido entre fevereiro de 2019 e março de 2020" e que o contrato "então firmado pelo Diretório Nacional tinha como objeto regularizar a prestação de contas do diretório regional do estado do Rio de Janeiro, bem como, prestar assessoria jurídica para os 92 diretórios municipais do partido".
O PSL nacional afirmou que a contratação do escritório se deu a pedido de Flávio, para regularização dos diretórios do partido no Rio e que houve pagamento integral das mensalidades, de fevereiro de 2019 até o efetivo rompimento, em meados de março deste ano.
 
Ok, é uma boa desculpa. Mas, preste atenção que, no fundo, no fundo, os Bolsonaros estão sempre associados a uma história mal contada, que exige uma explicação melhor. Alguém precisa aparecer para contar tudo, tintim por tintim.
 
Leia também na Folha.

 
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