11/05/2020 às 07h29min - Atualizada em 11/05/2020 às 07h29min

O CORONAVÍRUS É DE ESQUERDA OU DE DIREITA?

NA FRANÇA, O COMBATE AO VÍRUS VIROU QUESTÃO IDEOLÓGICA


A França viveu no domingo, 10 de maio, seu 55º e último dia, antes do desconfinamento. Mas com grande cuidado para que a curva das mortes - que está no nível mais baixo desde o início de abril - não volte a subir.

O coronavírus (Covid-19) matou pelo menos 70 pessoas entre sábado, 9, e domingo, 10, de acordo com o último relatório oficial divulgado na noite de domingo. Isso eleva o número oficial de mortes na França para 26.380 desde 1º de março. A pressão sobre os serviços de ressuscitação continua a diminuir, com menos 36 pacientes em terapia intensiva, um total de 2.776 casos graves. Na véspera, com essa tentativa drástica para tentar conter a recessão econômica, os pedidos contra qualquer diminuição na atenção e nas ações de proteção se multiplicam. Todos sabem que, se enfraquecer, o vírus continua a circular, por falta de tratamento ou vacina.

A Assembleia Nacional adotou no sábado o texto de compromisso do Comitê Conjunto sobre o projeto que estende o estado de emergência sanitária até 10 de julho. Portanto, esta é a data definitivamente adotada. O Senado, dominado pela oposição de direita, acabou dando a sua luz verde final. O ponto sensível da responsabilidade criminal dos atores públicos e privados na saída do confinamento foi resolvido no início da tarde pelo comitê misto conjunto, composto por sete deputados e sete senadores.

Os parlamentares também concordaram com o outro ponto difícil do texto: o estabelecimento de um acompanhamento de pacientes do coronavírus por meio de um "sistema de informação", um arquivo de acompanhamento vinculado ao Seguro de Saúde. Os parlamentares limitaram o backup dos dados neste arquivo a três meses, diferente do projeto de aplicativo StopCovid, que ainda está em fase de teste.

O presidente do Senado, Gérard Larcher, também disse que encaminharia o assunto ao Conselho Constitucional, procurando garantir que as medidas a serem implementadas "sejam necessárias e adequadas às circunstâncias". Emmanuel Macron já havia anunciado que ele próprio apoiaria.

Nós, aqui no Brasil, temos que enfrentar a direita que está no poder e que trata de acelerar o nosso "desconfinamento"... Mon Dieu!
 
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