04/05/2020 às 17h20min - Atualizada em 04/05/2020 às 17h20min

MINISTRO DA DEFESA REPUDIA ATAQUES AOS JORNALISTAS

“FORÇAS ARMADAS ESTARÃO SEMPRE AO LADO DA LEI, DA ORDEM, DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE”


O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, considerou “inaceitável” qualquer agressão a profissionais de imprensa, ao se manifestar sobre os ataques sofridos pela equipe do jornal O Estado de São Paulo, nesse domingo, em Brasília, durante a cobertura da  manifestação contra as instituições democráticas, promovida por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
O ministro também destacou que “a liberdade de expressão é requisito fundamental de um país democrático”.

Na nota oficial, divulgada nesta segunda-feira, o general reafirmou o papel das Forças Armadas que “cumprem a sua missão Constitucional” e que “a Marinha, o Exército e a Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do País”.
O ministro Fernando Azevedo e Silva lembrou do momento que vivemos com a crise do coronavírus. “O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos”
E concluiu ressaltando o compromisso democrático:
“As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso”, disse o ministro da Defesa.

Se o governo Bolsonaro seguir a mesma linha da nota do general Fernando Azevedo e Silva, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, tem a obrigação de abrir um inquérito para investigar quem são os agressores do repórter cinematográfico Dida Sampaio e do motorista do Estadão. O próprio Dida registrou alguns dos seus agressores que deram socos, pontapés e empurrões na equipe. Rolando Alexandre de Souza foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, e tomou posse logo de manhã, em uma cerimônia rápida que aconteceu no gabinete da Presidência, quebrando uma tradição de17 anos, quando as posses do responsável pela PF se realizavam no ministério da Justiça. Como na semana passada o ministro do STF, Alexandre de Moraes, impediu a nomeação do escolhido por Bolsonaro, o atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, o presidente nomeou um amigo dele, que estava como secretário de Planejamento e Gestão da Abin. O ministro  Alexandre de Moraes  acatou o pedido do PDT ao considerar viável a “ocorrência de desvio de finalidade do ato presidencial de nomeação”, já que Ramagem é amigo pessoal dos filhos de Bolsonaro que têm interesses em algumas investigações da Polícia Federal.
 
E o novo diretor-geral da PF já começou a fazer o que a família Bolsonaro queria. Segundo a coluna Painel da Folha de São Paulo, Rolando de Souza convidou o atual superintendente da PF no Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira, para ser o diretor-executivo do órgão, em Brasília. Enfim, está sendo feita a troca do comando na Superintendência da Polícia Federal no RJ, que foi denunciada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Quem será esse delegado que vai ter que responder a pergunta que é feita desde o dia 14 de março de 2018. Quem mandou matar Marielle?
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