24/04/2020 às 13h15min - Atualizada em 24/04/2020 às 13h15min

​MORO MOSTROU-SE UM ZERO À ESQUERDA

QUE NÃO SERVE PARA A DIREITA...

 
Moro é mais candidato do que nunca. Soube usar Bolsonaro muito bem, conseguindo, graças a ele, excelente projeção. Se ele continuasse em Curitiba, como juiz, até mesmo como um bom juiz, aquele que condenou Lula, não iria muito além disso. Bolsonaro, ingenuamente, pensando em neutralizá-lo, trouxe para o seu lado, ofereceu mundos e fundos, ministério, opção de vaga no Supremo, prometeu um lugar ao sol com bastante destaque. Queria apenas projetar-se com a projeção do outro. Quase deu certo. Não contava nem com a vaidade nem com a esperteza do ex-juiz curitibano, nascido em Maringá.
 
Moro queria muito aquela vaga no Supremo que Bolsonaro prometeu e que teria chance de concretizar ainda este ano. Mas as pesquisas de que dispunha também ofereciam a opção de presidente da República. Oh, céus, que dúvida atroz! Vou ou não vou? Sou ou não sou – eis a questão. Bolsonaro por alguma intuição rara ou alguma escuta clandestina descobriu que Moro poderia ser seu adversário, até mesmo o mais forte, nas próximas eleições. E tratou de cortar suas asinhas. Como fazê-lo, sem transformá-lo em vítima? Forçando uma situação em que o próprio Moro decidisse saltar do bonde. Essa história da troca da direção da Polícia Federal caiu feito luva. “Vou demitir o atual e nomear outro sem falar pro Moro. Ele vai ficar putinho e vai pedir demissão. Não serei apontado como responsável pela saída dele”, raciocinou (raciocinou?) Bolsonaro. “Que vá arranjar trampolim com as negas dele”, concluiu o capitão. E não deu outra. Moro indignou-se. Fez cara de vítima. Conseguiu transmissão ao vivo e a cores em toda parte, principalmente na Globo, e, tadinho, agora é candidato à centro-direita, podendo até contar com a extrema-direita de Bolsonaro.
 
Achou tudo isso uma grande delírio? Então passa a bola aqui pra esquerda, que vamos avançar!

HG

 
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